São Paulo, Quarta-feira, 23 de setembro de 2026

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Polícia Civil indicia 268 suspeitos por fraudes digitais em SP em 2026; veja os golpes mais comuns

Polícia Civil indicia 268 suspeitos por fraudes digitais em SP em 2026; veja os golpes mais comuns

Por Redação

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A DCCIBER, do Deic de São Paulo, indiciou 268 suspeitos por fraudes digitais nos 7 primeiros meses de 2026. Foram realizadas 73 operações policiais no período.

A Febraban divulgou os principais golpes financeiros atuais, como falsas centrais e falsos presentes. A polícia orienta a população a nunca fornecer senhas ou dados.

Em caso de golpe, a orientação é avisar o banco para realizar bloqueios e registrar boletim de ocorrência. O sistema Registrato permite consultar uso indevido do CPF.

A Lei 14.155, de 2021, aumentou as penas para crimes cibernéticos. A punição para fraudes digitais pode atingir 8 anos de prisão, com acréscimo para vítimas idosas.

Bandidos têm acesso a dados pessoais das vítimas para aplicar golpes — Foto: Beatriz Jarins/TV TEM

Os golpes financeiros seguem se multiplicando em São Paulo e fazendo vítimas de diferentes perfis, muitas delas enganadas por criminosos que usam dados pessoais, aplicativos bancários e ligações falsas para roubar dinheiro. A Febraban (Federação Brasileira de Bancos) divulgou uma lista com os principais golpes da atualidade e orientações de como evitá-los. (veja mais abaixo)

Dados da Secretaria da Segurança Pública (SSP) mostram que, apenas nos 7 primeiros meses de 2026, a Divisão de Crimes Cibernéticos (DCCIBER), do Deic, realizou 73 operações policiais, cumpriu 254 mandados e indiciou 268 suspeitos por fraudes digitais.

A unidade também apreendeu 164 celulares e esclareceu 44 casos por meio do Centro de Inteligência Cibernético. A Polícia Civil afirma que acompanha diferentes modalidades de estelionato e orienta a população a não fornecer senhas, códigos de segurança ou dados bancários, além de desconfiar de contatos que solicitem transferências ou pagamentos.

A Febraban listou os principais golpes financeiros aplicados e dicas de como evitá-los. Confira abaixo:

☎️ Golpe da falsa central telefônica/falso funcionário

💰 Golpe do falso empréstimo consignado

🏧 Golpe da ajuda em ATMs

🎁 Golpe do falso presente de aniversário/falso brinde

🛒 Golpe de vendas falsas

📄 Golpe do falso boleto

🏍️ Golpe do falso motoboy

💳 Golpe da troca de cartão

🚨 Golpe do falso sequestro

⚖️ Golpe do falso advogado

🎣 Phishing (pescaria digital)

Segundo a Febraban, a primeira medida é comunicar imediatamente o banco para solicitar bloqueios de segurança e tentar impedir novas movimentações.

Também é importante registrar um boletim de ocorrência e reunir documentos, comprovantes, conversas e registros que possam auxiliar nas investigações.

Quem suspeita que seus dados tenham sido utilizados indevidamente pode consultar gratuitamente o sistema Registrato, do Banco Central, para verificar empréstimos, contas bancárias, chaves Pix e outras informações vinculadas ao CPF.

Além dos cuidados para evitar golpes, o Banco Central oferece uma ferramenta que pode ajudar a impedir a abertura de contas bancárias fraudulentas em nome de terceiros.

O BC Protege+ é um serviço gratuito disponível na área logada do "Meu BC". Por meio dele, o cidadão pode informar ao Banco Central que não deseja abrir novas contas bancárias naquele momento nem ser incluído como titular ou representante em contas de outras pessoas ou empresas.

Antes de abrir uma conta, bancos e instituições financeiras são obrigados a consultar a plataforma.

Se a proteção estiver ativada, a abertura da conta ou a inclusão do nome do usuário em novos vínculos financeiros não pode ser realizada até que ele desative o bloqueio.

Segundo o Banco Central, a ferramenta foi criada para evitar a abertura de contas fraudulentas e dificultar que criminosos utilizem dados de terceiros para contratar produtos financeiros de forma indevida.

O serviço está disponível para pessoas físicas e jurídicas e pode ser ativado ou desativado a qualquer momento. Para acessar o sistema, é necessário ter uma conta Gov.br nos níveis Prata ou Ouro, com a verificação em duas etapas habilitada.

A Febraban afirma que os bancos associados investiram quase R$ 50 bilhões em tecnologia e segurança da informação em 2025. Desse total, cerca de 10% foram destinados especificamente à prevenção de fraudes e proteção dos clientes.

Segundo a entidade, as instituições utilizam recursos como autenticação biométrica, tokenização, inteligência artificial e monitoramento contínuo para identificar movimentações suspeitas.

Os bancos também mantêm parcerias com as forças policiais. Uma delas é o Projeto Tentáculos, criado para reunir informações sobre fraudes eletrônicas e auxiliar na identificação de grupos criminosos.

A federação destaca ainda a participação na ferramenta Celular Seguro, do Ministério da Justiça e Segurança Pública, que permite o bloqueio rápido de aparelhos em casos de roubo, furto ou perda.

Em vigor desde 2021, a Lei 14.155 aumentou as penas para crimes cometidos por meios eletrônicos.

A legislação prevê punições mais severas para fraudes realizadas por redes sociais, aplicativos de mensagens, telefonemas e e-mails fraudulentos.

Dependendo da situação, a pena pode chegar a 8 anos de prisão, além de multa. O tempo de condenação pode aumentar quando a vítima é idosa ou considerada vulnerável.


Fonte original: G1


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