Em entrevista concedida ao telejornal SP1, da TV Globo, nesta segunda-feira (14), o candidato ao governo de São Paulo, Fernando Haddad (PT), apresentou suas principais propostas para a saúde pública e infraestrutura do estado. Entre as medidas de destaque, o petista prometeu utilizar inteligência artificial para otimizar o atendimento médico e garantiu que fará uma revisão minuciosa no contrato de privatização da Sabesp.
Para a área da saúde, o plano de Haddad foca na modernização da Central de Regulação de Ofertas de Serviços de Saúde (Cross), órgão que gerencia as vagas do SUS estadual. Com o suporte da inteligência artificial, o candidato planeja integrar dados do Samu, prontos-socorros e leitos de hospitais para tornar a gestão de filas mais eficiente. Ele assegurou que o crescimento das filas será revertido logo no primeiro ano de mandato, embora não tenha estipulado uma meta exata de redução de tempo ou de pacientes.
O petista também mencionou a criação de hospitais-dia para a realização de cirurgias de baixa complexidade que dispensam internação. O número de unidades, contudo, passará por reavaliação devido à reabertura de leitos pós-pandemia, diferindo da meta anterior de 70 hospitais proposta em 2022. Além disso, Haddad planeja renegociar as dívidas das Santas Casas e implementar uma central de compras unificada para essas entidades, estimando uma economia de R$ 1 bilhão.
No setor de infraestrutura e concessões, Haddad esclareceu que não pretende rescindir sumariamente o contrato de privatização da Sabesp, mas sim revisar suas cláusulas. Ele propõe a criação de um grupo técnico para auditar contratos de concessões e privatizações, incluindo também a CPTM e o sistema de pedágio free flow. Segundo o candidato, as empresas concessionárias que descumprirem acordos poderão ser multadas ou até mesmo acionadas judicialmente.
Ao ser questionado sobre a taxa de rejeição de 48% registrada pela pesquisa Datafolha, Haddad minimizou o cenário. O candidato argumentou que os índices elevados refletem um momento de polarização e desgaste generalizado, afirmando que 'a política está muito difícil para todo mundo'.