Um adolescente de 16 anos foi apreendido nesta terça-feira (3), em Santos, no litoral de São Paulo, suspeito de integrar o grupo que agrediu e roubou o engenheiro ambiental Marcelo de Oliveira Rocha. Com esta ação, chega a quatro o número de menores apreendidos por envolvimento no crime que resultou na morte da vítima.
O caso ocorreu na madrugada do dia 24 de outubro, quando Marcelo participava de uma apresentação da Banda Esquerdantina. Ele se afastou do evento para ir ao banheiro e acabou sendo abordado por ao menos sete suspeitos, que o agrediram, roubaram seus pertences e transmitiram a ação por meio de uma live.
Investigação e confissão
Acompanhado pela mãe, o menor compareceu ao 3º Distrito Policial (DP) de Santos e confessou a sua presença no local do crime. Conforme apurado, ele teria subtraído um objeto da vítima quando ela já se encontrava caída no chão.
O jovem também foi identificado nas imagens captadas por câmeras de monitoramento, nas quais aparece conduzindo uma bicicleta. A Polícia Civil já identificou o outro suspeito que também utilizava uma bicicleta durante a ação criminosa.
Balanço das prisões e apreensões
Até o momento, nove pessoas foram identificadas pelas autoridades policiais no âmbito da investigação, sendo sete adolescentes e dois adultos. Entre os adultos, um indivíduo apontado como o responsável pela conta no TikTok utilizada para a transmissão ao vivo das agressões teve a prisão temporária decretada.
Outros três adolescentes já haviam sido detidos anteriormente:
- Dois jovens, de 14 e 17 anos, apreendidos no dia 27 de outubro;
- Um terceiro adolescente, localizado e apreendido no dia 28 de outubro.
O adolescente de 17 anos, que pratica boxe, é apontado como o autor do soco que derrubou Marcelo. Ele foi localizado na cidade de Itariri (SP) após fugir para a residência de sua avó.
A Polícia Civil segue em diligências para localizar os demais envolvidos. Foram expedidos mandados de internação provisória para os menores e de prisão temporária para os adultos que ainda continuam foragidos. De acordo com a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP), o crime é investigado como latrocínio, uma vez que o celular e outros pertences da vítima foram subtraídos.
Fonte original: G1











