São Paulo, Segunda-feira, 21 de setembro de 2026

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O banho de sangue de 1892 que inspirou a nova temporada de Monstro na Netflix

O banho de sangue de 1892 que inspirou a nova temporada de Monstro na Netflix

Por Redação

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A quarta temporada de Monstro, aclamada série antológica criada por Ryan Murphy para a Netflix, estreia nesta quinta-feira (17) trazendo para o streaming um dos episódios criminais mais impactantes da história dos Estados Unidos, ocorrido em 1892. Sob o título de Monstro: A História de Lizzie Borden, este novo ciclo da produção de true crime aborda a trajetória da mulher que foi formalmente acusada de assassinar brutalmente o próprio pai e a madrasta.

Esta é a primeira vez que a franquia Monstro coloca uma mulher no papel de protagonista. A quarta temporada traz a atriz Ella Beatty (conhecida por Se Eu Tivesse Pernas, Eu Te Chutaria) interpretando Lizzie Borden, moradora de Fall Rivers, no estado de Massachusetts, que se tornou o centro das atenções em decorrência de um crime misterioso e sem solução definitiva.

A partir do histórico da própria obra e das prévias divulgadas pela Netflix, a expectativa é que a narrativa transite entre fatos reais e elementos ficcionais, utilizando o caso verídico para retratar o cenário rígido e opressor imposto às mulheres durante o século XIX.

Nascida em 1860, também em Massachusetts, Lizzie Borden cresceu em um ambiente financeiramente estável ao lado do pai, Andrew, da mãe, Sarah, e da irmã mais velha, Emma. A fortuna da família vinha dos investimentos de Andrew no setor industrial, embora a riqueza não se refletisse em conforto doméstico, visto que ele era amplamente conhecido por sua extrema parcimônia financeira.

O cenário familiar deteriorou-se ainda mais após o falecimento de Sarah, momento em que as filhas passaram a conviver com a chegada de uma madrasta, Abby Gray. Registros históricos apontam que Lizzie mantinha uma relação distante tanto com o pai quanto com Abby, motivada principalmente por conflitos relacionados à gestão do dinheiro da família.

A tensão cotidiana era alimentada pela frieza de Andrew em relação às filhas e pelas cobranças delas por um melhor direcionamento das propriedades e dos bens familiares. Além disso, Lizzie nutria a convicção de que Abby havia se unido a seu pai por puro interesse financeiro, o que a afastou ainda mais da madrasta.

O ponto de virada ocorreu em 4 de agosto de 1892, data em que Andrew e Abby foram encontrados sem vida no interior da residência da família. O corpo de Andrew foi localizado pela polícia no sofá, apresentando 11 golpes de machado, enquanto Abby estava no quarto com aproximadamente 19 ferimentos causados pelo mesmo tipo de arma.

Inicialmente, os investigadores não relacionaram Lizzie aos assassinatos, sobretudo devido à extrema violência do crime. Contudo, uma série de elementos atípicos logo voltou os holofotes para ela, que na época tinha 32 anos de idade.

De acordo com especialistas e historiadores do caso, Lizzie apresentou diferentes versões sobre o paradeiro e as ações do pai e da madrasta na manhã do homicídio. O fato de ela estar na residência no momento dos assassinatos, acompanhada apenas pela empregada doméstica Bridget Sullivan, aumentou o cerco das suspeitas.

Embora Lizzie tenha negado veementemente qualquer participação nos crimes, a comunidade local já conhecia o histórico de atritos entre ela, o pai e a madrasta. A situação atingiu um patamar crítico quando um farmacêutico declarou às autoridades que Lizzie tentara adquirir cianeto de hidrogênio, uma substância altamente tóxica, na véspera do duplo homicídio.


Fonte original: canaltech.com.br


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