A combinação de chuvas frequentes e altas temperaturas reacendeu a preocupação com a proliferação do mosquito Aedes aegypti em dezenas de municípios do interior de São Paulo.
Dados da Secretaria de Estado da Saúde (SES) indicam que, das 52 cidades que enviaram relatórios ao Departamento Regional de Saúde (DRS) de Bauru até a última segunda-feira (2), sete entraram em situação de risco e outras 25 estão em estado de alerta para uma possível epidemia de dengue.
O diagnóstico faz parte do Levantamento Rápido de Índices para Aedes aegypti (Liraa) referente ao mês de outubro. O cálculo do índice utiliza o Índice de Infestação Predial (IIP), parâmetro estabelecido pelo Ministério da Saúde que classifica como risco de surto qualquer localidade onde mais de 4% dos imóveis pesquisados apresentem larvas do vetor transmissor da dengue, zika e chikungunya.
Cidades em situação de risco
Entre os municípios monitorados, Lins (SP) registrou o cenário mais preocupante da região, com um IIP de 7,06%. A secretária municipal de Saúde, Silvia Cardoso, destacou que o combate aos criadouros é contínuo, mas apontou a recusa de moradores em permitir vistorias nas residências como o principal obstáculo enfrentado pelos agentes de endemias.
"Nós tivemos 13 casos positivos de dengue este ano, sendo o último confirmado em junho. Esse indicador de infestação rápida larvária é importante para direcionarmos ações, como o controle mecânico de criadouros. Sem dúvida, não é o único índice, precisamos do apoio da população. Tivemos alterações climáticas que interferem diretamente, mas que não estão sozinhas na infestação do mosquito", declarou a secretária.
Além de Lins, outras seis cidades da região ultrapassaram o teto de 4% estipulado pelo Ministério da Saúde e figuram atualmente na faixa de risco:
- Presidente Alves: 6,67%
- Itaju: 5,74%
- Agudos: 5,00%
- Pongaí: 4,95%
- Bauru: 4,67%
- Itaporanga: 4,28%
Medidas de prevenção
Diante do cenário, os órgãos de vigilância epidemiológica reforçam a importância de medidas preventivas pela população. É fundamental eliminar recipientes que possam acumular água parada, como pratos sob vasos de plantas, garrafas destampadas, recipientes plásticos e calhas obstruídas, especialmente durante o período de chuvas.
Fonte original: G1











