São Paulo, Sábado, 26 de setembro de 2026

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Governo Lula Avalia Medida Provisória para Proibir Apostas Esportivas e Cassinos Online no Brasil

Governo Lula Avalia Medida Provisória para Proibir Apostas Esportivas e Cassinos Online no Brasil

Por Redação •

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva está prestes a proibir as apostas online e os cassinos virtuais no Brasil por meio de uma medida provisória. A decisão surgiu durante uma reunião com ministros realizada no Palácio da Alvorada, e a assinatura do texto poderá ocorrer em breve, segundo relatos de participantes do encontro.

Inicialmente, o chefe do Executivo avaliou alternativas intermediárias, como a proibição restrita aos cassinos virtuais — a exemplo do popularmente conhecido 'jogo do tigrinho' —, mantendo as apostas esportivas em funcionamento. No entanto, a avaliação final apontou para a necessidade de adotar uma postura mais rígida e "cortar o mal pela raiz".

A iniciativa ganha relevância em um cenário em que cerca de 44 milhões de brasileiros já realizaram apostas. Apenas no primeiro semestre de 2026, o mercado de apostas esportivas movimentou mais de R$ 17 bilhões, impulsionado por grandes eventos como a Copa do Mundo. Uma eventual proibição promete impactar diretamente receitas de clubes de futebol, contratos de publicidade em emissoras de TV aberta, campanhas de influenciadores digitais e anúncios online.

Repercussão no Setor Esportivo e na Mídia

No setor de futebol, clubes da Série A divulgaram um manifesto contrariando a restrição, argumentando que o encerramento das atividades das bets comprometeria a saúde financeira de diversas equipes. Como resposta, o governo analisa a possibilidade de realizar reuniões com os clubes para discutir eventuais formas de compensação pelas perdas de patrocínio.

O impacto também atinge a indústria da comunicação. Empresas do setor de apostas, como Betano, Novibet, Superbet e Esportes da Sorte, notificaram emissoras de televisão sobre a intenção de rescindir contratos publicitários caso a restrição avance. Para ilustrar a magnitude do mercado, somente no mês de agosto, o segmento injetou R$ 153 milhões em inserções comerciais nos intervalos da programação televisiva.

Outro ponto crítico envolve a segurança jurídica dos acordos firmados. Cada bet realizou o pagamento de R$ 30 milhões ao governo federal para obter a outorga de autorização válida por cinco anos. Uma interrupção abrupta das operações abre margem para contestações judiciais e pedidos de indenização bilionários por parte das empresas. Para mitigar esse efeito, o governo estuda mecanismos legais, incluindo a possibilidade de responsabilizar as companhias para que indenizem apostadores que tenham contraído dívidas excessivas.

O tema também polariza o debate político. Setores da oposição criticam o timing da medida, apontando que a regulamentação inicial das bets foi sancionada pelo próprio governo atual e questionando a proximidade com o período eleitoral. Por outro lado, defensores da medida enfatizam a urgência de mitigar os danos sociais associados ao endividamento e aos impactos negativos dos jogos de azar, lembrando que a legislação que abriu caminho para a legalização das apostas foi estabelecida em 2018.


Fonte original: the news


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