Uma interrupção na conexão à internet deixou de ser apenas um mero transtorno operacional. Em empresas que dependem cada vez mais de sistemas digitais, poucos minutos de indisponibilidade podem gerar prejuízos financeiros expressivos, comprometer a experiência dos clientes e afetar negativamente a reputação das organizações.
A dimensão desse impacto foi revelada por um levantamento da Splunk, empresa da Cisco, em parceria com a Oxford Economics. Segundo os dados, as 2 mil maiores companhias de capital aberto do mundo acumulam perdas médias de US$ 300 milhões por ano devido a falhas não planejadas e degradações de serviço. Globalmente, o custo do downtime já alcança US$ 600 bilhões anuais.
“Hoje, a internet é a base de praticamente todas as operações corporativas. Ela conecta sistemas, viabiliza vendas, sustenta aplicações, integra equipes e mantém o relacionamento com clientes. Quando esse ambiente para, os impactos se espalham rapidamente por toda a organização”, afirma Eduardo Garcia, fundador e diretor de Novos Negócios da Net Turbo Telecom.
Os efeitos negativos vão muito além da perda de receita. As interrupções podem reduzir a produtividade das equipes, provocar descumprimento de contratos, gerar multas regulatórias, elevar custos operacionais e acelerar a perda de clientes para a concorrência.
Digitalização crescente e o cenário da banda larga
A expansão contínua dos serviços digitais ampliou a dependência das empresas em relação à conectividade. Nesse cenário, a qualidade da infraestrutura influencia diretamente a eficiência operacional, a experiência do cliente e a capacidade de inovação.
Dados da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) reforçam esse movimento. O Brasil encerrou 2025 com cerca de 53,9 milhões de acessos de banda larga fixa, sendo que a fibra óptica já representa aproximadamente 79% das conexões do país. Esse avanço demonstra a crescente demanda por redes mais robustas, capazes de suportar aplicações críticas e o aumento constante do tráfego de dados.
Para Eduardo Garcia, os números refletem uma mudança estrutural na forma como as corporações enxergam a conectividade.
O impacto da inteligência artificial e principais causas de falhas
A tendência de dependência tecnológica deve se intensificar nos próximos anos. Segundo um levantamento da Associação Brasileira das Empresas de Software (ABES), realizado em parceria com a IDC, 96% das empresas brasileiras de médio e grande porte já utilizam ou pretendem utilizar inteligência artificial (IA) em seus processos. A expansão dessas aplicações aumenta a exigência por ambientes tecnológicos com alta disponibilidade e capacidade para lidar com volumes crescentes de dados.
A integração entre diferentes plataformas, aplicações e fornecedores cria oportunidades de negócios, mas também amplia os riscos de indisponibilidade e falhas operacionais.
De acordo com o estudo da Splunk, os principais fatores que desencadeiam as interrupções incluem:
- Problemas de rede
- Erros humanos
- Indisponibilidade de serviços terceirizados
- Falhas em aplicações
- Ataques cibernéticos
Em muitos casos, uma única ocorrência gera impactos em cadeia capazes de comprometer diferentes áreas da empresa.
Busca por resiliência e respostas mais rápidas
Diante desse panorama, a escolha de parceiros de tecnologia deixou de ser uma decisão baseada estritamente no preço. Além da conectividade, as organizações precisam avaliar como soluções de cibersegurança, computação em nuvem, backup e infraestrutura se complementam para mitigar riscos e manter as operações ativas.
Recursos como redundância de links, monitoramento proativo, acordos robustos de nível de serviço (SLA) e suporte especializado tornaram-se fundamentais para empresas que dependem do funcionamento contínuo de seus sistemas. Uma infraestrutura tecnológica integrada e preparada para aplicações críticas permite reduzir riscos operacionais, responder com maior agilidade a incidentes e assegurar maior previsibilidade para projetos de expansão e transformação digital.
“Conectividade deixou de ser apenas um custo operacional. Hoje, representa um investimento em continuidade, segurança e crescimento. Organizações que contam com uma base tecnológica confiável estão mais preparadas para inovar, escalar suas atividades e enfrentar momentos de instabilidade”, conclui Garcia.
Fonte original: G1











