Um manifesto histórico reuniu mais de 15 personalidades de expressiva atuação nacional, incluindo ex-ministros de gestões anteriores, juristas renomados, economistas, ambientalistas, acadêmicos e intelectuais, em apoio à chapa encabeçada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e pelo vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB). A mobilização ocorreu em um encontro realizado no Sindicato dos Trabalhadores em Processamento de Dados e Tecnologia da Informação do Estado de São Paulo (Sindpd-SP).
A articulação do ato foi conduzida pela ex-ministra Marina Silva e contou com a presença de importantes figuras do cenário político nacional, como o próprio vice-presidente Geraldo Alckmin, a ex-ministra Simone Tebet e o ministro da Fazenda, Fernando Haddad. O objetivo central da iniciativa foi consolidar um arco de alianças que ultrapassa barreiras partidárias tradicionais, unindo vozes de diferentes correntes de pensamento em torno do pleito eleitoral.
Entre os signatários que assinam o documento destacam-se figuras de proa da política brasileira, tais como Aloysio Nunes Ferreira, que atuou como ministro das Relações Exteriores durante o governo de Michel Temer, e Miguel Reale Júnior, ex-ministro da Justiça na gestão de Fernando Henrique Cardoso e um dos autores do pedido de impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff. A lista de adesões também conta com Beatriz Cardoso, filha do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso; o diplomata Rubens Ricupero, ex-ministro da Fazenda no governo Itamar Franco; e o ambientalista e ex-deputado federal constituinte Fabio Feldmann.
Intitulado oficialmente como “Uma declaração de apoio à reeleição de Lula e Alckmin”, o documento fundamenta-se na defesa intransigente da democracia, na estabilidade institucional e na promoção de um desenvolvimento que integre justiça social e responsabilidade ambiental. Os autores sustentam que o momento político exige a superação de sectarismos ideológicos para garantir a preservação das instituições democráticas, o equilíbrio harmonioso entre os Poderes e a salvaguarda das liberdades individuais.
“Entendemos que, sobretudo nos momentos de maior polarização, a democracia é o nosso norte comum, e ela exige responsabilidade, respeito às instituições e compromisso inequívoco com a Constituição”, aponta um dos trechos fundamentais da carta divulgada no evento.
Os signatários argumentam ainda que a continuidade do atual governo federal assegura condições mais propícias para a manutenção de direitos fundamentais, a consolidação do diálogo federativo e setorial, e a prevenção de retrocessos político-institucionais. Ademais, o texto enfatiza a urgência de políticas efetivas de proteção ambiental, o combate contínuo às desigualdades sociais e a retomada de uma política externa brasileira pautada pelo multilateralismo.
Apesar do forte endosso à chapa governista, o manifesto faz questão de ressaltar que o apoio não constitui uma chancela incondicional à totalidade das políticas da atual gestão. Os autores pontuam claramente que preservam suas autonomias intelectuais e políticas, mantendo divergências e o direito legítimo de exercer críticas construtivas ao governo federal.
“Muitos de nós temos diferenças com o presidente Lula e críticas a seu governo, e preservaremos nossa independência para expressá-las”, conclui o documento.
Abaixo, confira a relação completa com todas as personalidades que assinam o manifesto:
- Aloysio Nunes Ferreira
- Beatriz Bracher
- Beatriz Cardoso
- Carlos Nobre
- Claudia Costin
- Eduardo Giannetti
- Fabio Feldman
- Floriano Pesaro
- José Carlos Carvalho
- Izabella Teixeira
- José Carlos Dias
- Miguel Reale Jr.
- Rosiska Darcy de Oliveira
- Oscar Vilhena
- Rubens Ricupero
Fonte original: G1











