A Polícia Civil de São Paulo efetuou, na última quinta-feira (17), a prisão dos dois homens apontados como autores do roubo do celular do comentarista esportivo e ex-dirigente do São Paulo Futebol Clube (SPFC), Marco Aurélio Cunha. A vítima, que também atuou como vereador pelo PSD, foi alvo de criminosos na noite de 12 de agosto, na Avenida Doutor Arnaldo, localizada na Zona Oeste da capital paulista.
O crime ocorreu nas proximidades da Estação Clínicas do Metrô, na altura do bairro do Sumaré. Marco Aurélio estava no banco traseiro de um táxi quando o veículo teve o vidro violentamente quebrado por um integrante da conhecida "gangue do quebra-vidros". Com a ação rápida, o aparelho telefônico foi arrancado de suas mãos. Ao tentar reaver o bem, o ex-dirigente saiu do carro e iniciou uma perseguição aos criminosos, que fugiram em direção às dependências subterrâneas da estação.
Durante a perseguição, o ex-dirigente — que também exerce a profissão de médico — acabou sofrendo uma queda drástica em uma escadaria próxima. O impacto resultou na fratura de cinco costelas, além de ferimentos na cabeça e um pneumotórax que exigiu internação hospitalar de quatro dias. Imagens de segurança obtidas pelo sistema do Metrô e analisadas pelos investigadores registraram tanto a dinâmica da fuga dos suspeitos quanto o momento do acidente sofrido pela vítima.
As investigações foram conduzidas pela 2ª Delegacia de Polícia de Investigações sobre Furtos, Roubos e Receptação de Cargas (2ª DISCCPAT), vinculada ao Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic). A Secretaria da Segurança Pública (SSP) confirmou a identificação dos suspeitos como Gustavo Gabriel Vieira de Lira e Vitor Bernardino Nabuco, cujos mandados de prisão foram cumpridos por equipes policiais em seus respectivos endereços.
Durante as diligências na residência de Gustavo Gabriel, os agentes apreenderam dois aparelhos celulares. Após verificação nos sistemas de segurança, constatou-se que um dos telefones possuía registro de furto datado de 2025, o que resultou em sua prisão em flagrante pelo crime de receptação, além do indiciamento formal por furto qualificado no inquérito principal. Na casa de Vitor Nabuco, a polícia recolheu um telefone e uma blusa idêntica à utilizada no dia do assalto. Vitor foi indiciado por furto qualificado em concurso de pessoas e liberado após os trâmites legais, conforme os procedimentos de polícia judiciária.
A operação policial reforça o cerco contra a atuação de quadrilhas especializadas em furtos a veículos presos em congestionamentos ou trechos de tráfego lento na capital. O material apreendido passará por perícia técnica complementar, enquanto as autoridades dão continuidade às diligências para apurar o envolvimento da dupla em outros delitos semelhantes na mesma região.
Fonte original: G1