São Paulo, Sexta-feira, 06 de novembro de 2026
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Escândalo em SP: Fiscal que liberou prédio que desabou na Zona Leste é investigada por enriquecimento ilícito

Escândalo em SP: Fiscal que liberou prédio que desabou na Zona Leste é investigada por enriquecimento ilícito

Controladoria apura inconsistências patrimoniais da servidora que assinou laudo permitindo obras em edifício na Penha. Tragédia resultou em seis mortes no último sábado (12).

Atualizado em

Por Redação •

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A Prefeitura de São Paulo instaurou um inquérito administrativo para investigar um possível enriquecimento ilícito e inconsistências patrimoniais da arquiteta e fiscal municipal Viviane Rodrigues de Palma. A servidora é a mesma que assinou, em 2024, o laudo de fiscalização que autorizou a continuidade das obras no edifício que desabou na Penha, Zona Leste da capital, provocando a morte de seis pessoas no último sábado (12).

A apuração foi aberta pela Controladoria Geral do Município (CGM) em maio de 2025 e também investiga "eventuais atos de improbidade administrativa", de acordo com despacho obtido pelo g1.

O documento cita esclarecimentos prestados pela servidora referentes à origem de recursos financeiros, aponta a existência de valores que carecem de justificativa adequada e determina o aprofundamento das diligências.

Quatro meses depois, a defesa da fiscal foi acionada para se manifestar no âmbito do processo. "Uma vez constatada a inconsistência patrimonial, cabe à Indiciada provar a licitude tanto de seus bens quanto de suas movimentações financeiras, durante a instrução do Inquérito Administrativo. A mera alegação não a desincumbe do ônus da prova peculiar deste tipo de processo", destaca a intimação.

Em nota oficial, a gestão do prefeito Ricardo Nunes (MDB) declarou que a investigação teve início em 2020 e permanece em andamento. "A servidora foi interrogada, houve apresentação de manifestação pela defesa e o processo segue em andamento", informou a administração municipal ao g1.

Em contato com a equipe de reportagem, a advogada de defesa de Viviane afirmou que sua cliente forneceu todas as informações e esclarecimentos solicitados no processo, e que não recebeu novas intimações desde que entregou os extratos bancários à CGM em 2025.

Viviane Rodrigues de Palma encontra-se afastada de suas funções pelo período de 120 dias, enquanto a prefeitura investiga sua conduta no caso do prédio que ruiu na Rua Tequici. Durante depoimento prestado à CGM nesta semana, a servidora alegou que vistoriou o imóvel exclusivamente pelo lado de externo em fevereiro de 2024, devido à impossibilidade de acessar a construção. De acordo com o seu relato, não havia operários no local no momento da visita e a edificação parecia abandonada.

A declaração contrasta diretamente com o relatório assinado por ela própria após a inspeção. No documento, Viviane registrou que a obra se encontrava na fase final de execução estrutural e concluiu que a demolição de uma estrutura prévia de seis pavimentos, exigida pela prefeitura, havia ocorrido "em sua integralidade", dando origem a uma nova construção em andamento.


Fonte original: g1.globo.com


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