São Paulo, Segunda-feira, 21 de setembro de 2026

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Escândalo em SP: Fiscal que liberou prédio que desabou na Zona Leste é investigada por enriquecimento ilícito

Escândalo em SP: Fiscal que liberou prédio que desabou na Zona Leste é investigada por enriquecimento ilícito

Por Redação

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A Prefeitura de São Paulo instaurou um inquérito administrativo para investigar um possível enriquecimento ilícito e inconsistências patrimoniais da arquiteta e fiscal municipal Viviane Rodrigues de Palma. A servidora é a mesma que assinou, em 2024, o laudo de fiscalização que autorizou a continuidade das obras no edifício que desabou na Penha, Zona Leste da capital, provocando a morte de seis pessoas no último sábado (12).

A apuração foi aberta pela Controladoria Geral do Município (CGM) em maio de 2025 e também investiga "eventuais atos de improbidade administrativa", de acordo com despacho obtido pelo g1.

O documento cita esclarecimentos prestados pela servidora referentes à origem de recursos financeiros, aponta a existência de valores que carecem de justificativa adequada e determina o aprofundamento das diligências.

Quatro meses depois, a defesa da fiscal foi acionada para se manifestar no âmbito do processo. "Uma vez constatada a inconsistência patrimonial, cabe à Indiciada provar a licitude tanto de seus bens quanto de suas movimentações financeiras, durante a instrução do Inquérito Administrativo. A mera alegação não a desincumbe do ônus da prova peculiar deste tipo de processo", destaca a intimação.

Em nota oficial, a gestão do prefeito Ricardo Nunes (MDB) declarou que a investigação teve início em 2020 e permanece em andamento. "A servidora foi interrogada, houve apresentação de manifestação pela defesa e o processo segue em andamento", informou a administração municipal ao g1.

Em contato com a equipe de reportagem, a advogada de defesa de Viviane afirmou que sua cliente forneceu todas as informações e esclarecimentos solicitados no processo, e que não recebeu novas intimações desde que entregou os extratos bancários à CGM em 2025.

Viviane Rodrigues de Palma encontra-se afastada de suas funções pelo período de 120 dias, enquanto a prefeitura investiga sua conduta no caso do prédio que ruiu na Rua Tequici. Durante depoimento prestado à CGM nesta semana, a servidora alegou que vistoriou o imóvel exclusivamente pelo lado de externo em fevereiro de 2024, devido à impossibilidade de acessar a construção. De acordo com o seu relato, não havia operários no local no momento da visita e a edificação parecia abandonada.

A declaração contrasta diretamente com o relatório assinado por ela própria após a inspeção. No documento, Viviane registrou que a obra se encontrava na fase final de execução estrutural e concluiu que a demolição de uma estrutura prévia de seis pavimentos, exigida pela prefeitura, havia ocorrido "em sua integralidade", dando origem a uma nova construção em andamento.


Fonte original: g1.globo.com


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