São Paulo, Sexta-feira, 25 de setembro de 2026

Jornal o Paulistão

Operação da PF mira esquema de contrabando de eletrônicos em Viracopos com uso de falsas malas diplomáticas

Operação da PF mira esquema de contrabando de eletrônicos em Viracopos com uso de falsas malas diplomáticas

Por Redação •

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A Polícia Federal deflagrou, na quarta-feira (23), a Operação Rota Diplomática, com o objetivo de desarticular uma organização criminosa especializada no contrabando de produtos eletrônicos de alto valor por meio do Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas (SP). Entre os principais alvos da investigação estão um cônsul honorário do Chipre e um cidadão brasileiro com dupla cidadania americana.

As diligências abrangeram o cumprimento de nove mandados de busca e apreensão em Campinas e em outras quatro cidades, incluindo Indaiatuba (SP), onde reside o cônsul honorário. De acordo com as autoridades policiais, o diplomata não possuía prerrogativa legal para enviar ou receber malas diplomáticas, artifício utilizado pelo grupo para burlar os controles alfandegários.

O esquema ilícito consistia na aplicação de selos e identificações falsas do serviço consular do Chipre nas cargas transportadas. O objetivo era simular a condição de mala diplomática, que, pelas normas internacionais, possui regras especiais de transporte e não se submete à fiscalização convencional exercida nos aeroportos. Com esse expediente, a quadrilha conseguia introduzir clandestinamente no país milhares de mercadorias procedentes dos Estados Unidos.

As investigações apontam que o suposto mentor da rede criminosa é Leonardo Menegon Pisciottano, de 43 anos, que possui cidadania americana e reside em São Paulo (SP). O suspeito foi interceptado e localizado pelos agentes federais no momento em que desembarcava no aeroporto de Campinas.

O monitoramento do grupo teve início em 2023, quando a Receita Federal interceptou cargas suspeitas e apreendeu mais de 8 mil smartphones de última geração. Estima-se que, entre 2023 e 2024, a organização tenha enviado ilegalmente mais de 230 toneladas de mercadorias para o território nacional.

Diante da gravidade dos fatos e da movimentação financeira da rede, a Justiça Federal determinou o bloqueio de R$ 20 milhões em bens dos investigados. Os envolvidos responderão criminalmente perante a Justiça Federal pelos crimes de descaminho, organização criminosa e lavagem de dinheiro.


Fonte original: G1


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